sábado, 15 de janeiro de 2011

Lembro-me de História ser a minha disciplina favorita. Aquela que me despertava mais interesse, que me fazia querer ler o livro e saber mais, bem, pelo menos até ao secundário.
Lembro-me também de preferir a História de Portugal. Delirava. Então quando o tema era os Descobrimentos... Lembro-me de gostar tanto que o meu avô, que sabia a História de Portugal como nenhuma professora que tive me soube ensinar, me ofereceu um pequeno livro dos Descobrimentos.
Um pequeno livro em forma de desdobrável com todas as conquistas de Portugal e as suas datas. E com ilustrações soberbas.
No auge dos meus 8, 9 anos, delirava com o facto de Portugal, o meu país, ter tido homens tão corajosos, guerreiros destemidos, que deram tudo o que tinham pelo seu país. Enchia-me de orgulho ser Portuguesa.
Cresci, e deixei de viver no "período das vacas gordas" como tantas vezes ouvi falar. Vi demasiados telejornais (ou não quisesse eu na adolescência ser jornalista) e comecei a aperceber-me que as coisas começavam a correr mal.
Mas tive fé. Continuei com os meus sonhos. E hoje pergunto-me: Para quê? Onde está o meu orgulho no meu país?
Não tenho.
Não o perdi hoje, nem ontem. Perdi-o à medida em que deixaram de acreditar em mim. Em que comecei a ver pessoas a sair do país para sobreviver. A cada vez que ligo a televisão e vejo pessoas a agitar bandeiras e bater palmas em comícios políticos.
E penso que tenho 24 anos. Nos sacrifícios pessoais que fiz. Que os meus amigos fizeram. E sinto uma enorme revolta interior. Revolta pela falta de futuro. Pelos trabalhos precários. Pelos sonhos e objectivos adiados. 
Por tanta coisa que ficava aqui uma semana inteira a falar.
Mas continuo a lutar e a arriscar.
Porque não acredito no país mas acredito nas pessoas que me rodeiam. E são elas que me fazem continuar!

1 comentário:

  1. :)

    História era a minha disciplina preferida. Sabia a História dos Descobrimentos todinha... adorava, mesmo!
    também senti esse orgulho de ser portuguesa.
    até certa altura da minha vida, quis ser jornalista e por isso devorava os telejornais.
    sinto a mesma desilusão.

    ResponderEliminar